Você sabia que a metodologia de avaliação de riscos à saúde, baseada em modelos matemáticos, pode otimizar a gestão de áreas contaminadas?

Neste artigo, vamos entender melhor o que é essa metodologia e como funciona na prática. Confira!

Risk-Based Corrective Action: o que é?

Estabelecido no ano de 1995, através da norma ASTM E1739-95, esse método tem por objetivo auxiliar a gestão de áreas contaminadas de seu cliente.

No inglês, a sigla RBCA, em português Ações Corretivas Baseadas no Risco, tem um significado que abrange conceitos de exposição à riscos pela população potencialmente expostas, aliado a modelos matemáticos de transporte de contaminantes, visando à determinação de níveis de proteção da saúde humana e do meio ambiente.

Além disso, é uma maneira de colaborar na tomada de decisão mais propícia e encontrar soluções mais eficazes na gestão dos recursos necessários para o gerenciamento de uma área contaminada.

Supondo que a sua consultoria ambiental está analisando os efeitos de uma pluma de contaminação, seja na água subterrânea ou no solo, para pessoas que morem ou trabalhem em um determinado local.

Esse método ajudará a estabelecer os limites toleráveis em relação às concentrações dessas plumas e como podem afetar a saúde dessa população e de receptores ecológicos sensíveis (ex.: rios).

Por isso é muito importante a coleta de dados em campo e a avaliação minuciosa de cada dado, necessário para realização dos cálculos.

O método Risk-Based Corrective Action leva em conta a integração das seguintes características dos contaminantes:

  • Mobilidade;
  • Solubilidade;
  • Volatização.

Também é importante notar os aspectos do meio físico, os meios de transporte, as vias de exposição e as populações receptoras, com base nos seguintes dados:

  • Condutividade hidráulica, porosidade, entre outras (características do meio físico);
  • Água subterrânea, solo superficial ou subsuperficial (meios de transporte);
  • Ingestão, inalação e contato dérmico (vias de exposição); e
  • Massa corpórea, expectativa de vida (características da população)

A partir dessas coletas, e com base nos resultados obtidos, o próximo passo é determinar um plano de remediação mais eficiente e o mais assertivo possível, considerando os limites toleráveis de risco.

RBCA no GAC

O RBCA foi constituído para ser usado em locais onde houve a liberação de derivados de petróleo, seja em refinarias, postos de combustíveis, acidentes, entre outros. Mas pode também ser utilizado em outros contextos de contaminação, com por exemplo: metais e compostos clorados.

No gerenciamento de uma área contaminada, essa metodologia ajuda na busca por soluções efetivas, aliando a proteção dos receptores e a relação custo-benefício das ações que devem ser implementadas no local.

A intenção é eliminar ou minimizar a exposição desses receptores aos riscos associados à presença de substâncias nas referidas áreas contaminadas. Ainda, consegue auxiliar na distribuição dos recursos existentes para as áreas com maior probabilidade de riscos.

É um método preditivo em relação à preservação ambiental. É fundamental que seja elaborado por profissionais capacitados e que tenham experiência no GAC e com as ferramentas disponíveis, como os profissionais da GeoInovações®.

Vale ressaltar a importância de seguir todas as regulamentações da Legislação Brasileira ou do seu Estado, caso contrário, de nada adianta encontrar soluções que não possam ser aplicadas no Brasil.

Se você precisa de um auxílio na prestação de serviços para o seu cliente, a GeoInovações(R) tem equipe qualificada para a interpretação dos dados coletados, efetuar os cálculos dos riscos, definir as concentrações limites e elaborar o relatório com os resultados do RBCA.

A gestão de áreas contaminadas com RBCA é uma das nossas especialidades. Entre em contato e ofereça o melhor ao prestar consultoria ambiental para seus clientes.